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Pergunta: Por que o fio corona falha?
Como se pode assegurar a sua longevidade no equipamento do escritório?
Resposta: O fio corona é uma peça básica
dos sistemas eletrônicos e mecânicos altamente complexos usados
nas copiadoras, impressoras e fac-símiles atuais, mas o seu desempenho
adequado (em unidades de separação e transferência e, sobretudo,
na unidade de carga primária) é crítico para a otimização do desempenho
geral da máquina. Na verdade, ele é tão importante, que, quando
os clientes se queixam de problemas com a qualidade das cópias,
os técnicos de manutenção, como rotina, primeiro limpam ou trocam
o fio corona, e em seguida, começam a tentar outras soluções para
o problema.
Há vários tipos diferentes de fio corona
que são utilizados atualmente em equipamento de escritórios, nenhum
dos quais funciona corretamente se não for limpo de forma adequada.
A contaminação da superfície do fio corona pode criar "pontos quentes"
elétricos que causam uma desigualdade de carga no fotoreceptor ,
ou "arcos" elétricos que podem causar um dano irreversível ao mesmo.
Isto pode causar problemas visíveis na qualidade das cópias, e a
falha prematura no fotoreceptor, aumentando significativamente as
despesas de manutenção.
Existem contaminantes diferentes podem
impedir que o fio corona funcione de forma adequada. A contaminação
mais comum deriva dos óleos resultantes das impressões digitais
dos técnicos de manutenção, deixadas durante a instalação. Após
o fio corona ser instalado e a máquina estar funcionando, outros
contaminantes, tais como toner, partículas de papel, óleo de silicone,
e ozônio também se acumulam no fio corona. Essa contaminação é especialmente
significante em máquinas mais antigas. O fio corona também pode
ser danificado fisicamente durante a instalação, ou desgastado pelos
sistemas automáticos de limpeza utilizados em algumas máquinas.
Todos os fios corona contêm um núcleo
de tungstênio, que fornece a resistência de tensão necessária para
suportar às freqüentes cargas elétricas. Para maximizar a resistência
do fio corona à contaminação em ambientes operacionais hostis à
máquina, alguns fios corona são revestidos com ligas de metais preciosos,
tais como ouro e platina. Esses metais têm excelente condutividade,
e são altamente resistentes à contaminação.
Em termos gerais, os fios corona com
revestimento de ouro são mais apropriados para equipamento de escritório
que utiliza tambores OPC (tambores com fotocondutor orgânico); os
fios corona com revestimento de liga de platina geralmente oferecem
o melhor nível de resistência a contaminantes, em contraposição
à vida mais longa das máquinas que utilizam fotoreceptores baseados
em selênio. O processo de revestimento dos fios (blindagem) é um
processo em que a pressão física "solda" um elemento em um núcleo
de tungstênio, criando uma liga muito forte e durável. Tal processo
é geralmente considerado muito mais durável do que o chapeamento,
em que um elemento é ligado ao tungstênio através de um processo
eletrolítico de ligação, e é mais suscetível à descamação após ser
exposto repetidamente à corrente elétrica, ou durante o processo
de limpeza. O ouro é excessivamente flexível para passar pelo processo
de blindagem, e, por isso, é chapeado em um núcleo de tungstênio.
Nem todas as máquinas usam fios corona
com revestimento de liga de platina ou chapeados a ouro. Outros
tipos de fios corona, tais como fios oxidados, polidos e com revestimento
de carbono, ainda são usados, e recomendados pelos fabricantes originais
japoneses para várias aplicações. O fabricante original seleciona
que tipo de fio corona deve ser usado em uma determinada aplicação
com base no seu custo, nas características de desempenho da máquina
e outras considerações de desenho da mesma. Não há um fio corona
que possa ser considerado "o melhor". Há apenas aqueles que funcionam
melhor para certas características de desenho da máquina, ou em
certos ambientes operacionais. Geralmente, se o tipo de fio corona
especificado pelo fabricante estiver funcionando de maneira satisfatória,
ele deve ser substituído por uma unidade do mesmo tipo.
No entanto, há certas situações em que
os técnicos podem tomar decisões quanto a que tipo de fio corona
usar nas máquinas. Por exemplo, um fio corona com revestimento de
liga de platina pode ser usado em lugar de um certo tipo de fio
corona com revestimento de carbono, em certos modelos selecionados
de máquinas, oferecendo uma resistência à contaminação e uma durabilidade
significativamente superiores. Os técnicos também podem escolher
entre usar fio corona chapeado a ouro de 0,3 mícrons ou 1,5 mícrons,
em máquinas que utilizem tambores a-Si e OPC. Enquanto os fios chapeados
a ouro de 0,3 mícrons são mais baratos, os fios de 1,5 mícrons geralmente
têm uma vida útil mais longa, e são especialmente práticos para
máquinas que processam altos volumes.
Para maximizar o desempenho e a vida
dos fios corona, é essencial limpar e inspecionar integralmente
o fio corona e toda a unidade corona -- imediatamente após a instalação,
para remover impressões digitais e outros contaminantes, bem como
durante cada visita de manutenção. O álcool isopropílico é o que
funciona melhor; contudo, alguns técnicos de manutenção usam borrachas
comuns para limpar fios corona chapeados a ouro, pois o revestimento
de ouro pode descamar se for sujeito à limpeza mais rigorosa. É
importante limpar os fios corona chapeados a ouro com muito cuidado,
em uma única direção, e inspecioná-los após a limpeza, para verificar
se há qualquer seção torcida, dobrada, ou que apresente outras imperfeições
que possam afetar de maneira adversa o seu desempenho de aquisição
de carga.
Os técnicos de manutenção também devem
inspecionar todos os filtros de ozônio e de ar, e substitui-los
prontamente, de acordo com os intervalos recomendados pelo fabricante
original. Além disso, a limpeza geral da máquina contribui para
um excelente desempenho do fio corona; quanto menos resíduos de
toner e de papel houver na máquina, menos probabilidade existe de
que estes se acumulem na unidade corona.
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